O que a primavera faz com as cerejas?
Estou com sede de sol. Tirar meus vestidos das caixas, as flores de seda para o cabelo, as sandália de salto e os jeans poídos. Não precisa ser ao mesmo tempo agora: há de ser conforme o frio vai cedendo espaço ao cheiro de mato, o clarear do dia mais cedo, o chegar da noite mais tarde. Devagar. A ideia da vida se renoveando depois da inverno me tranquiliza.
O inverno tem suas peculiaridades. Tão bom sentir as blusas pesadas, as noites frias em que você vai pra cama mais cedo por gosto de levar uma garrafa térmica com chá docinho, alguns livros de poesia esparsa, ou um bom filme, o calor das cobertas. Até a solidão fica mais razoábel - às vezes.
Algumas coisas marcadas por fim e princípio fazem com que a gente se renove. Várias teorias: 1. eu como um reflexo do meio; 2. o meio me trasnformando; 3. somos uma coisa só, o meio e eu.
Prefiro a terceira. Com a primavera prenunciada nas manhãs que acordam mais cedo, nas noites de frias a frescas, creio na ideia de todo. Um contido no outro. Como numa teia, né Capra?
Fico pensando nos eventos do meu agora, onde estendem seus fios? Bem sei, a gente sempre sabe.
Renovar, renovar-se, compactuar com a mudança, a lógica do universo?
Veremos!
(não está acabado, calma! :))
Chaie :)
terça-feira, 25 de agosto de 2009
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