domingo, 5 de julho de 2009


Someone like you

Já assistiu? Teoria da vaca nova. Explico: a vaca velha, depois de amada (na falácia masculina, ou do boi, como preferir), é substituída pela vaca nova. Uma analogia: gado velho em pasto novo. Entendeu?
Pois então, estava eu assistindo à prestação Someone like you, baseado em obra homônima de Sara Dressen, desde segunda passada. Segue aquelas receitinhas necessárias à nutrição de almas femininas famintas por happy ends depois de tantas incursões/investidas desastrosas no pantanoso campo dos relacionamentos amorosos.

E pensei eu, principalmente depois deste final de semana – não, não vou contar Le fabuleux destin d'Chaiene Berndt ... posso dizer, apenas, que o tinto seco estava molto buono...
Pensei em mim como a mulher e a menina que co-habitam tão alheias por vezes às revoltas que sua condição de fêmea lhe traz. Vive-se contemporaneamente uma dissipação de padrões, a tomada de outros, a adoção de ambos (a dissimulação sempre existiu e é necessária, infelizmente) e a incerteza do que fazer ao certo.

A dita revolução sexual trouxe uma série de vantagens às mulheres, principalmente no que tange a uma maior liberdade de trânsito em posições até então ditas masculinas. Por outro lado, penso que masculinizou-nos, sob o clichê “podemos tudo que os homens podem”. Alto lá. Está embutida ai uma cosita: ao igualarmo-nos aos homens, esquecemos de nós mesmas. Do que queremos. Quem somos. Entramos num processo ainda maior de alheamento desde que fomos educadas par não sabermos que somos diferentes, e por isso dotadas de uma superioridade que não pede igualdade, mas sim lugar. Voz. Vez. Basta volver os olhos para as atrocidades às quais fomos submetidas para compreender o motivo de tanta coação. Não se fere tanto, massacra, mata e coíbe quem é fraco, muito pelo contrário: somente o que, por ser investido de poder, não força, ameaça.
Daí advém tanto complexo de cinderela, tanta vontade reprimida e desviada pra rumos alheios. As fogueiras continuam tão acesas quanto antes. Não sei ainda estabelecer um comparativo. Qual dói mais mesmo? [...]
...


E falta dizer, falta dizer MESMO

Não adianta espernear, gritar aos quatro ventos CHEGA, estou cansada! E ver as mãos arranhadas, o corpo. Amar é muito bom, e penso que seja a coisa que mais se leva folha e clorofila vida a fora. Vivo. Latente.
Como diz Rose em The mirror has two faces, ao tentar explicar de forma simples, sem especulações científicas, por que amamos. E ela: “...beause it fells fucking great”.

Really? Let’s say and make that guys!!! ;)

2 comentários:

Anônimo disse...

Il faut bien que je supporte deux ou trois chenilles si je veux connaítre les papillons.

Lilith Sophia disse...

:)
Não poderia dizer algo mais apropriado NESTE momento ...