sábado, 11 de abril de 2009


"Quando se está só, não se sente fome nem sede: um raio de luz basta."
Adélia Prado


Estou cansada. Não me doem as pernas, nem os braços. Os ombros carregam um mundo de incertezas, angústias e decepções que se multiplicam...
Eu tinha duas escolhas, duas percepções distintas que guiassem meu caminho. Adotaria um forma fútil de levar a diante minha vida, ou voltaria a um cultivo de mim. Pela senda da segunda e avante. Mas guiar-se por caminhos não outros que essa realidade avessa pede o tempo todo é como lançar-se contra a maré. Não sei qual das duas - falsos ideais ou que acredito - mais afoga.
...
Por que a gente se sente assim às vezes? Como se um buraco fosse cavado lentamente no peito, e a única certeza - fora a dor e solidão - é a de constatar que não exite um raio de luz lá no fundo?

E precisa dizer? Quero voltar pra casa...

Chaie Berndt

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