III - Da saudade
Estou aqui, na biblioteca de casa. Lugar de coisas queridas. Olho com calma essas paredes, os livros, as minhas regras de (des)organização, a garrafa de vinho vazia - in vino veritas -, restos de pesamentos vãos da noite anterior, aparas de ideias olhando atônicas. E saudades de uma estação que sempre se repete aqui dentro, seja que tempo faça.
Com a monografia sobre os Celtas aprendi muitas coisas. Como em tudo, lanço-me a sentir o âmago, as faces possíveis que o momento rege. O tempo - acreditavam os Celtas - não é linear: é espiral. "O tempo, uma sequência de fatos, não caminha de modo linear, afastando-se eternamente de um ponto inicial. Ele na verdade avança como um círculo. Melhor ainda, é uma espiral. Se imaginarmos o tempo como uma espiral helicoidal, como uma mola, na qual os diferentes segmentos circulares são todos de diâmetro idêntico, temos uma linha infinta, como na noção de tempo linear, mas que gira em torno de si mesma, aproximando eventos futuros do presente e do passado."
Meu dedo desenha na curso de vento o tempo. O que a gente ama a alma não esquece, mesmo longe. Aliás, lugar é o que pouco importa nessas horas... "Onde está vosso tesouro, ai estará também o vosso coração"...
O momento rege as circuntância. De poucas coisas tenho certeza. De ti tenho plena.
:)
Chaie Berndt


4 comentários:
Não devemos deixar a imagem carregar a pintura!
Pollock
:) Aparentemente longe. Que nada, bem mais perto. :)
Thanks, amigoooo! :)
Chaie :)
Lindo!
Time is money...hehhehe. Brincadeira. Estive lendo seu blog e achei muito Legal Chaie. Um dos motivos para ler seu blog foi que acordei com uma fome de palavras, afinal não só de pãos vive o homem e a mulher, heheh, talvez seja esse o verdadeiro significado. Realmente gostei do seu blog. a questão é que nas palavras não há como se saciar, creio. Quanto mais se nutre mais quer. Por isso contineu escrevendo pra gente. Abraço...
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